Não. Não foi a beleza que motivou o surgimento da maquiagem. Foi a guerra!
Na pré-história, os chefes de cada grupo enfeitavam-se com garras e dentes de animais ferozes. Guerreiros e curandeiros adornavam o corpo com pinturas para ganhar força
e poder. Maquiar-se já era mágico. Com a evolução do homem,  na região da Mesopotâmia,  produtos à base de carvão e henna coloriam os rostos. Na Grécia a preocupação com
a beleza atravessava os séculos. Cuidar-se era hábito. No Egito, contornar os olhos virou requinte, ritual de beleza. São de lá os primeiros testemunhos sobre o uso de cosméticos.
Os produtos que faziam as egípcias mais belas eram misturas de metais pesados  que davam cor e brilho à face. Ícone por lá (e até hoje!) é Cleópatra. Em Roma entraram para a história os cuidados com a pele. Máscaras nasciam da união de farinha, miolo de pão e leite.
Antes de Cristo, cera e mel de abelhas, flores, óleos já eram usados para melhorar
a aparência. Na Idade Média, temos das trevas, Cuidar de si mesmo era pecado. Vaidade
e higiene tornaram-se mal vistas pela Igreja. Mas o tempo passou… Ganhamos batons, sombras, delineadores, cremes à medida que a humanidade evoluiu. E evoluímos com eles. Tanto que podemos escolher entre usar ou não o que temos ao alcance das mãos e dos olhos. O objetivo vai além da beleza ou vaidade: é conhecermos a nós mesmos, avaliar os impactos de nossas escolhas, buscar a aceitação e sermos felizes, destacando o que temos de melhor. E aí, no século XXI, a maquiagem passa a ser ferramenta para a paz que existe em cada um de nós.

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