INSTITUTO AVON E A LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA

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É para chocar:  de acordo com dados do Instituto Maria da Penha (IMP), a cada 7,2 segundos uma mulher sofre agressão física no Brasil. Hoje, portanto, 12 mil mulheres serão agredidas. Outras 33 mil sofrerão ofensas verbais e mais de 5 mil serão ameaçadas com facas ou armas de fogo. Achou pouco? Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. Doze todos os dias em média.

A violência que ceifa vidas na maioria das vezes é cometida por membros da própria família: maridos, namorados, pais, ex- companheiros. Movida pelo ditado popular que diz que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” a sociedade se cala e fecha os olhos.  O Instituto Avon, não.

“ Há 15 anos o Instituto Avon existe para salvar vidas e é por isso que sempre apoiou e desenvolveu ações que tenham em sua essência a premissa de superar dois dos principais desafios à plena realização da mulher: o combate ao câncer de mama e o enfrentamento das violências contra as mulheres e meninas. No enfrentamento das violências contra as mulheres e meninas, o Instituto atua há 10 anos e já destinou R$ 30 milhões para 153 projetos voltados ao fortalecimento e integração da rede de proteção às mulheres em situação de violência. Nós acreditamos que toda mulher merece ter relacionamentos saudáveis e viver uma vida sem violências. Porque assim e só assim, ela poderá ser livre, plena, realizada e dona de si”, define Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto.

Acabar com a violência contra mulheres deve ser uma política de estado. E tudo começa com educação. Seja em casa ou na escola, ensinando nossos meninos a respeitar e tratar como iguais as mulheres, e ensinando nossas meninas a serem livres, lutarem pelos próprios direitos, alimentando a autoestima, a capacitação profissional  e o empoderamento de cada uma delas. 

Daniela Grelin lembra que todas as mulheres sofrem violências menos visíveis do que a física: 
“ as violências sexual, patrimonial, psicológica, moral, e nós não conversamos o suficiente sobre isso. Além de todo trabalho realizado ao longo do ano, durante os 21 dias de Ativismo (que ocorreram entre  novembro  e dezembro de 2018) lançamos uma nova campanha para abordar o tema. Este ano, por exemplo, buscamos chamar a atenção para a importância da construção de uma sociedade em que as mulheres sejam capazes de viver relacionamentos saudáveis. Queremos dar visibilidade aos assuntos, temas e ações que possam permitir que qualquer mulher viva uma vida sem violências. Além disso, atuamos com um grande diferencial que é a capacidade de articulação  de  empresas públicas e privadas, funcionários, organizações e movimentos sociais, organismos internacionais e órgãos públicos de todas as esferas. Para cumprir  a missão de mobilização da sociedade, as iniciativas do Instituto se dividem em quatro grandes pilares de atuação: Conhecimento, Articulação, Apoio a Projetos e Engajamento e Impacto”.

Parte das vítimas de violência se mantem ligadas aos parceiros por dependência financeira. Libertá-las da violência física e psicológica passa também pela geração de renda. “Uma das nossas fortalezas é poder contar com a força de vendas Avon, composta por 1,5 milhão de Revendedoras, que nos ajudam a disseminar conhecimento sobre as causas e atuam como rastreadoras de necessidades específicas de atendimento da população em suas respectivas comunidades. Só em 2017, por exemplo, contribuiu com a formação de 600 agentes públicos e a criação e aprimoramento de 22 políticas públicas voltadas para o enfrentamento das violências. Essa capilaridade e abrangência permitem ao Instituto Avon estar presente em 100% dos municípios brasileiros.

 O Brasil é um dos países mais violentos para as mulheres. Em 2014 sete das nove capitais nordestinas estavam entre as 20 cidades mais com homicídios do mundo e, em 2017, Fortaleza se tornou a cidade onde mais se assassinam mulheres no mundo. Todos os dias mais de 160 mulheres são estupradas no país. Os estados com maior número de casos são Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rondônia. Não dá para se calar. É preciso falar sobre violência doméstica e denunciar. Só assim a cultura do estupro, do medo, da violência dará lugar à cultura de paz.

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