Haircrush: a história

Antoinette Ale: linda e engajada (Foto: reprodução Instagram)

A beleza existe em todo mundo, em qualquer país. E toda beleza merece ser celebrada. Mas a falta de representatividade anda sacudindo a indústria da beleza. Até que enfim marcas abrem seus leques de cores para atender pessoas com os mais lindos e diversos tons de pele, seus mais incríveis tipos de cabelos. 

Incomodada com a falta de espaço para a beleza de mulheres negras a escritora e acadêmica inglesa Emma Dabiri criou uma petição para alterar a Lei de Igualdade do Reino Unido, e incluir os cabelos afros, na intenção de impedir a discriminação nas escolas contra crianças de cabelos crespos. A gente aplaude de pé!

A indústria da beleza devagar promove linhas especiais para cabelos crespos, mas ainda longe do necessário. Por lá, de 36.000 salões de beleza, apenas 1% são especializados nos cabelos crespos. SIM! 1%! As mulheres negras, além de enfrentar a falta de produtos, têm menos profissionais na hora de cuidar de seus cabelos.

Tudo isso tira o sono de Antoinette Ale, de 26 anos. Tanto que ela fundou em 2018 um perfil online para compartilhar cuidados com os cabelos crespos e cacheados, além de divulgar produtos e marcas. Nasceu assim o Haircrush e ele chacoalhou as estruturas!

Ale trabalhava no salão de beleza de sua tia e, quando chegou à universidade em Leicester em 2015, cheia de talento e know0how, passou a ser procurada por mulheres de cabelos crespos.

Pessoas em busca dos cuidados certos para suas madeixas não demoraram a aparecer. O sucesso foi tamanho que surgiram parcerias com cabeleireiros renomados, empresários, influenciadores e marcas dispostas a abrir seus olhos para um mercado em profusão.

O Haircrush incentiva mulheres a cuidar melhor de seus cabelos, hidrata-los, penteá-los com dicas incríveis de cuidados. Antoinette virou capa de revista, matéria de jornal no mundo todo. Seja de tranças, cabelos lisos ou ondulados ela solta a voz (e as madeixas!) em defesa da igualdade. E nós fazemos coro!

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