Bordando histórias

Chico Buarque já cantou aos 4 ventos:

“ Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Sofrem pros seus maridos

Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados

Elas tecem longos bordados (…)”

 

E não é de hoje que o bordado virou arte. Na pré-história, nossos ancestrais começaram a utilizar a técnica do ponto cruz, mesmo sem ter agulhas modernas da indústria. A ferramenta era talhada uma a uma, feita de ossos. Como as linhas não existiam o fio vinha  de fibras de vegetais ou tripas de animais. Ponto a ponto eles costuravam as vestes, tecidas a partir da pele dos animais caçados para alimentação. Estima-se que já naquele tempo as roupas começaram a ser adornadas com bordados.

O tempo passou e a história bordou outros tantos pontos. O bordado com aplicação foi encontrado na Rússia em um fóssil que tinha suas vestes adornadas com aplicação em grânulos de marfim. E na Roma antiga, no ano 40 a.C, a técnica já dava beleza a túnicas e utensílios das casas.

 Mais “ recentemente” , os imperadores nipônicos do século VII vestiam roupas de seda bordadas com imagens do Sol, da Lua, das estrelas, montanhas e de dragões. A partir do século VII, o bordado tornou-se prática comum também no Ocidente. Muitas cenas da história foram retratadas em tecidos bordados. Muitas cenas do cotidiano também.

Da roupa de batismo dos bebês aos vestidos de noiva, os bordados estão presentes em nossas memórias, são marcas da nossa passagem pela tempo. Máquinas potentes são capazes de bordar com precisão os desenhos mais complexos. Mas a mão talentosa que empunha  a agulha pode imprimir no tecido as figuras mais delicadas ou sofisticadas. Pode eternizar lembranças, como estes mini bastidores, bordados um a um pela mineira Marca Rê…Gistrada. Obras de arte para carregar no pescoço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *